terça-feira, 3 de junho de 2014

INCENTIVO AO BOM PROFISSIONAL

Muito interessante no site do PORTAL DO MEC um incentivo para os professores que realizaram um bom trabalho com suas turmas. o Ministério da Educação promove o Prêmio Professores do Brasil, bem parecido com o Prêmio Victor Civita. Veja abaixo a reportagem na integra:

EDUCAÇÃO BÁSICA

Experiências bem-sucedidas darão prêmios a professores

Segunda-feira, 02 de junho de 2014 - 14:42
A oitava edição do Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação, vai selecionar experiências pedagógicas bem-sucedidas desenvolvidas por professores da educação básica. As inscrições começaram nesta segunda-feira, 2, e seguem abertas até 15 de setembro. Nesta edição, serão selecionados até 40 trabalhos, oito por região do país. O regulamento está disponível na página do prêmio.
Os autores dos trabalhos premiados receberão R$ 6 mil, troféus e certificados. Os primeiros colocados em cada uma das oito subcategorias, que serão conhecidos apenas no dia da premiação, terão um adicional de R$ 5 mil. As escolas em que foram desenvolvidas as experiências vencedoras ganharão placa comemorativa.
Podem concorrer ao prêmio professores em exercício nos sistemas públicos de ensino e em instituições comunitárias, filantrópicas e confessionais que mantenham convênio com as redes públicas de educação básica. Os educadores devem relatar projetos com resultados comprovados durante o ano letivo de 2013 ou de 2014, desde que tenham sido fechados até a data de início das inscrições.
As experiências, conforme o regulamento, concorrem nas categorias temas livres e temas específicos. A primeira categoria abrange as subcategorias educação infantil, séries–anos iniciais do ensino fundamental, séries–anos finais do ensino fundamental e ensino médio. As subcategorias de temas específicos são educação integral, ciências para os anos iniciais do ensino fundamental, alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo. Cada educador só pode concorrer com um trabalho.
Inscrição – Na primeira etapa do processo de inscrição, o professor preenche o formulário e o envia pela internet. O relato da experiência é enviado pelos correios – sedex ou correspondência normal com aviso de recebimento. Nos dois casos, o prazo final é 15 de setembro.
Com o relato, deve seguir cópia de documento de identidade e do CPF; atestado da secretaria da escola na qual o projeto foi desenvolvido, informando que o professor está no efetivo exercício da atividade docente; fotografias e recortes de jornais ou revistas nas quais o trabalho tenha sido divulgado.
O trabalho e os documentos devem ser enviados para: Prêmio Professores do Brasil – 8ª edição; Programa Núcleo de Estudos de Ciência e Matemática (Pronecim); CAVG - Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça; 
Rua Ildefonso Simões Lopes, 2.791, Bairro Sanga Funda; Pelotas (RS), CEP 96060-290
Assessoria de Comunicação Social
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20486:experiencias-bem-sucedidas-darao-premios-a-professores&catid=211&Itemid=86

As Tecnologias na Educação - 4º ano

Com o data-show em sala para para responder os questionários,  a aula no 4º ano foi bem divertida e diferente, enquanto a professora digitava e as perguntas apareciam no telão, as crianças iam lendo e respondendo em uma folha.

obs.: fotos das crianças não disponível, porque algumas os pais não autorizaram utilizar em mídias.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cada cadeira em estádio da Copa pagaria despesas de quase seis alunos por ano

Os protestos contra os gastos do governo com a Copa do Mundo, que será organizada no Brasil a partir de junho, trouxeram à tona o clamor da população pelo aumento do investimento em educação. Cartazes com frases como “Quantas escolas valem um Maracanã” ou “Não quero a Copa, quero saúde e educação” têm sido avistados nos atos de rua organizados no País.
A crítica é justificável. O governo federal prevê que o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) deverá repassar para as escolas pouco mais de R$ 2.285,57 por aluno do ensino fundamental em 2014.  
No ano passado, o gasto mínimo por aluno da educação básica pública foi de R$ 2.287,87, segundo portaria divulgada pelo MEC (Ministério da Educação) no  DOU (Diário Oficial da União) da última terça-feira (29).  
Fazendo uma comparação com um levantamento da ONG dinamarquesa Play The Game, que estimou que cada assento dos estádios da Copa no Brasil custará R$ 13.500 (US$ 5.800), é possível determinar que o dinheiro gasto por assento paga as despesas anuais de quase 6 estudantes.  
Além disso, se os R$ 25,7 bilhões usados na organização da Copa [dado do portal da transparência] tivessem sido aplicados nas escolas, o País poderia promover o acesso de todos os alunos que estão fora das creches e do ensino médio. A ONG Todos pela Educação apontou que o Brasil tinha pouco mais de 3 milhões de crianças na faixa etária que vai dos 4 aos 17 anos fora das instituições de ensino no ano passado.  
O valor necessário para criar todas essas vagas seria de R$ 11,7 bilhões nas creches e R$ 4,7 bilhões no ensino médio, de acordo com dados de 2012 do CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial) da ONG Todos pela Educação.   O levantamento determina qual o investimento necessário para promover o acesso e a qualidade de ensino no País.  
Qualidade e investimento em infraestrutura
Além da inclusão, o CAQi apontou que cada aluno matriculados nas creches em tempo integral deveriam receber R$ 8.288,28 de investimento do governo por ano. Em 2013, porém, o Fundeb destinou R$ 2.285 por aluno destas unidades. No ensino médio a diferença também aponta um aporte menor. Foram empregados cerca de R$ 2.500 por aluno enquanto o índice de qualidade determinava investimento de pouco mais de R$ 3.000.  
Especialistas consultados pelo R7 foram unânimes ao constatar que a educação tem recursos insuficientes. Para José Marcelino de Rezende Pinto, professor de política educacional da USP (Universidade de São Paulo), o dinheiro da Copa deveria ter sido aplicado em projetos para melhorar a infraestrutura das escolas brasileiras.  
— Os estádios de Manaus, Brasília e Cuiabá, por exemplo, foram construídos para um evento que vai durar cerca de 30 dias. Depois eles correm o risco de se tornarem verdadeiros “elefantes brancos”. Este dinheiro deveria ter sido usado para melhorar milhares de escolas. Hoje, menos de 1% dos colégios brasileiros funcionam em condições ideais.
O dado citado pelo professor veio de um estudo realizado pelos pesquisadores Joaquim José Soares Neto, Girlene Ribeiro de Jesus e Camila Akemi Karino, da UnB (Universidade de Brasília), e Dalton Francisco de Andrade, da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).  
Juntos, eles criaram uma escala para medir a qualidade da infraestrutura escolar a partir de dados divulgados pelo Censo Escolar 2011 do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), com informações de 194.932 colégios da rede pública e privada, de áreas rurais e urbanas.  
Hoje apenas 0,6% das unidades de ensino no País apresentam condições avançadas, ou seja, prédios com sala de professores, biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, parque infantil, laboratório de ciências e áreas adequadas para atender a estudantes com necessidades especiais.  
A maioria dos colégios (84,5%) tem apenas o que os pesquisadores classificaram como estruturas elementares ou básicas: água, banheiro, energia, esgoto, cozinha, sala de diretoria e equipamentos como TV, DVD, computadores e impressora.   O professor da UnB e ex-diretor do Inep, Joaquim José Soares Neto, explicou que a constatação mais preocupante da escala foi a descoberta de que 44% das escolas funcionam em condições elementares, ou seja, em prédios quase sem equipamentos ou recursos para atender os alunos.  
Elas representam quase metade das unidades de ensino e atendem, no geral, alunos da pré-escola até o nono ano que vivem em municípios pequenos ou na área rural.  
— Descobrimos que quase sete milhões de brasileiros, ou seja, 13% dos alunos, estudam em locais com infraestrutura elementar. A quantidade de estudantes que enfrentam condições mínimas de infraestrutura pode parecer baixa, mas é igual a da população da Suécia. Isso é muito preocupante.  
Neto explica que o problema do financiamento da educação é muito complexo e que fazer uma comparação com os recursos empregados na Copa pode ser um caminho inadequado. Para ele, antes de polemizar se é corretor usar recursos para sediar grandes eventos esportivos, é preciso pensar maneiras de resolver os problemas e determinar uma nova política de investimento nas escolas.  
Mesmo assim, o especialista foi enfático ao frisar que o dinheiro aplicado pelo governo na área da educação está muito abaixo do necessário.
"O que podemos fazer, como educadores, quando entramos em nossas salas de aula, vemos a dificuldade que enfrentamos e lá fora, em salas com ar-condicionados, temos gente no poder que não olha para baixo ?"